quarta-feira, 7 de abril de 2010

Spider-Man: Shattered Dimensions


Quatro universos estão prestes a se colidir no novo game do Homem-Aranha.
A Actvision se arma para tentar reviver o nome do Homem-Aranha no mundo dos jogos, concedendo à Beenox — desenvolvedora responsável pela elaboração de jogos como Guitar Hero: Smash Hits — o direito de trabalhar na nova aventura, intitulada Spider-Man: Shattered Dimensions.

Diferentemente dos capítulos passados — que apelaram para os filmes — o novo episódio tomará como fonte de inspiração a origem do herói, isto é, os gibis, que mostraram inúmeras formas e versões alternativas do herói pegajoso.

Para cada universo, uma reação!

A premissa básica do jogo é de que fragmentos de uma inscrição se perderam por quatro dimensões. Ainda não há como saber se todos estes pontos do universo serão ligados de alguma forma, mas o que importa é que em cada um deles reside uma forma de Homem-Aranha.


A primeira delas é o Homem-Aranha Noir, um herói sinistro que vaga pelas sombras, deixando como marca de seus ataques ao crime as teias, dependuradas pelas paredes e telhados. As roupas claras foram substituídas pela máscara de couro e pela jaqueta escura, que são perfeitamente condizentes com o restante da paisagem.

Tanto o astro quanto os inimigos carregam consigo armas de fogo (ainda que os “gângsters” da cidade levam vantagem graças às metralhadoras automáticas, que podem ser vistas no trailer colocado acima). Os cenários carregam fumaça e poucas cores, lembrando ligeiramente o visual de Batman: Arkham Asylum. Assim como no jogo com Bruce Wayne, o objetivo no universo Noir é percorrer o máximo de tempo pelo escuro, evitando que os inimigos o vejam, de forma que sejam preparados ataques letais.

Amazing Spider-Man!

Do lado oposto temos o Homem-Aranha retirado da série Amazing, que é muito mais próximo da visão passada pela série animada. Ao contrário do guerreiro das sombras, a versão Amazing — com as tradicionais vestes em vermelho e a azul — parte para cima dos oponentes, utilizando socos e os golpes com teia.

Quando citamos as combinações com teia, nos referimos à possibilidade de jogar inimigos pelos ares, de formar bolas de teia e acertar os malvados e até mesmo de criar ondas de impacto depois de um longo salto. Vale lembrar que os efeitos gráficos são desenhados nesse mundo, o que lhe confere um visual mais animado.

Os combates nessa fase são rápidos, com direito a manobras por todos os lados, esquivas e a tradicional navegação pelo cenário, com as teias sendo jogadas de parede em parede. Curiosamente, alguns dos chefes e ataques especiais trarão sequências de golpes em primeira pessoa, seguidas de várias provocações ao estilo Peter Parker.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

NIER


Até que ponto você iria para salvar sua família?
O pouco que se sabe sobre Nier já deixa claro que a pergunta foi respondida pelo protagonista do jogo com muito sangue, haja vista que ele resolveu destruir tudo e todos para salvar a sua filha, Yonah — contaminada pela peste, Black Scrawl.

A trama é mantida em segredo, sendo que a equipe de desenvolvimento revela somente algumas poucas informações para aguçar ainda mais a curiosidade dos jogadores. De concreto apenas os fatos de que o título é ambientado no ano de 2049 e que uma doença misteriosa — criada em laboratórios por conta de um erro enquanto procurava-se a cura de outra praga.

O pior de tudo é que o tal experimento não deu origem apenas a “black scrawl” (nome dado a nova doença), mas também a uma horda de criaturas feitas de sombras que atacam os seres humanos sem qualquer perdão.


Em boa companhia

A última demonstração do jogo revelou um pouco mais da dinâmica de jogo, além de apresentar alguns dos personagens secundários que acompanharam o protagonista ao longo da sua jornada em busca de uma cura para a sua filha.

Será que eu encontro a   cura na Barsa!Em uma visita ao reino de Facade o jogador descobre um cenário diferente, porém não menos desolado. Quando das festividades do casamento do rei com uma antiga conhecida de Nier, você descobre que algo está errado na cidade, que de tão seca é banhada somente por um rio de areia.

Na demonstração foi possível conferir o sistema de gerenciamento de itens e negociação. O jogador contará com as tradicionais lojas de campanha, nas quais poderá adquirir novos equipamentos e armas. Ao todo são 30 armamentos diferentes, sendo que cada um deles ainda poder ser incrementado posteriormente (upgrades).

Para arrecadar dinheiro para novos itens e matéria-prima para melhoras seus equipamentos, você deverá embarcar nas inúmeras missões secundárias, além de participar dos vários minijogos baseados em atividades diárias como pescar, jardinar ou abater ovelhas.

sábado, 3 de abril de 2010

UFC Undisputed 2010


Não era preciso ser nenhum perito em artes marciais variadas para perceber que a primeira incursão da UFC nos vídeo games foi, no mínimo, esquecível. Mas, enquanto a versão original lançada em 2000 para PlayStation original e Dreamcast mancava um bocado, o recente UFC Undisputed 2009 finalmente pode dar o tratamento que o MMA (mixed martial arts) realmente merecia.

Mas sempre é possível melhorar, não? Essa foi a premissa da desenvolvedora Yuke’s ao conceber a próxima edição da série, UFC Undisputed 2010: corrigir omissões, dar mais fluidez às jogabilidade e tornar as animações mais realistas. Adicionalmente, diversas possibilidade novas para fazer o seu oponente beijar a lona. Mas, para experimentar essas melhorias, primeiro é preciso criar o seu campeão em potencial, certo?

Novo modo carreira

Não. O modo carreira não vai mais jogá-lo diretamente entre as estrelas da UFC para simplesmente começar a distribuir golpes. Longe disso, aqui você começa no nível mais baixo da WFA (World Fighting Alliance), nas ligas menores. A ideia então é galgar o árduo caminho até o topo, angariando patrocinadores e treinando para melhorar suas habilidades.

Mas para isso você precisará de um diamante bruto, é claro. E é justamente na criação de personagens que UFC 2010 garante um dos maiores diferenciais em relação à edição anterior. Em vez de simplesmente escolher o estilo de golpes e agarrões do seu lutador, o novo esquema “create-a-fighter” abarca tanto as características mais básicas até detalhes puramente cosméticos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Final Fight: Double Impact


De volta aos tempos do arcade.

Dois títulos de 1990 da Capcom para máquinas de arcade estão de volta em uma emulação com gráficos realísticos, Final Fight: Double Impact. O download estará disponível para PSN e XBLA no dia 14 de abril deste ano por 10 dólares (PS3), ou 800 Microsoft Points (X360).

O nome sugere que a atração principal é o beat'em up side-scrolling Final Fight – talvez até animando os fãs com uma possível continuação –, mas trata-se de um pacote que também oferece o jogo Magic Sword. Ambos são clássicos que tornaram a infância de muitas pessoas mais mágica, podendo agradar aos fãs do estilo retro também.

Logo na tela principal, há duas atraentes máquinas de arcade a serem escolhidas e muitas opções de configurações. São preferências que enriquecem a experiência com pequenos detalhes que fazem toda a diferença. É possível alternar o visual e aplicar uma tela estilo arcade – com bordas e detalhes de distorção visual –, no formato widescreen e até com qualidade HD, além de outros padrões.

A parte de "gráficos realísticos" é apenas uma referência da fidelidade com as versões antigas dos títulos, mas é permitido aumentar um pouco a qualidade se desejado. Os sons seguem essa mesma ideologia nostálgica, com a variante polida – que produz menos ruídos – ou a versão original.

Final Fight

De volta a 1989, Final Fight era para ser um sequencia do primeiro Street Fighter. Só que como o conceito de jogabilidade recebeu uma grande alteração, o nome atual foi deposto. Trata-se de um beat'em up simples, havendo e as únicas preocupações são: bater nos bandidos em seu caminho, atingir um bom score e, o principal, se divertir.

Três heróis estão à disposição, e o número máximo de jogadores suportado são dois em modo cooperativo. Com a trama ocorrendo na cidade fictícia de Metro City, Haggar é o prefeito que teve a sua filha, Jessica, raptada pela gangue The Mad Gear. Cody é o namorado da garota e junto com seu amigo, Guy, tentarão realizar o resgate.

Haggar é um lutador profissional de wrestling, Cody é mestre em artes marciais e Guy é um ninja. Isso deixa claro que os vilões não têm muita chance ao utilizarem a metodologia tradicional deles de mandar vários grupos pequenos para desafiar os heróis.

Uma bela curiosidade é o fato de que Cody e Guy já marcaram presença na franquia de Street Fighter. Inclusive, eles estão presentes entre os novos lutadores em Super Street Fighter IV. No jogo, Cody está vestido de prisioneiro depois de assumir toda a culpa dos atos criminais em Metro City (parece que a lei é contra brigar na rua e quebrar propriedade privada), poupando Guy das acusações.

terça-feira, 30 de março de 2010

Brink


Então você acha que os jogos atuais são demasiadamente estereotipados? Quer dizer, algo do tipo: evolução de personagens significa RPG, “headshots” significam RTS, necessidade tática indica um RTS? Então talvez seja uma boa ideia conferir o trabalho que a desenvolvedora Bethesda Softworks tem feito com o seu vindouro Brink. Para quem não sabe, trata-se da mesma softhouse que colocou no mercado Fallout 3 — o que explica muita coisa, realmente.

A ideia da Bethesda para Brink é bastante clara: criar um experiência complexa, um “mix” de estilos e jogabilidades, a fim de criar algo variado e rico. Afinal, a vida não se divide em apenas tiros, socos ou estratégias, certo? Bem, pelo menos é isso o que pensa o diretor criativo da empresa, Richard Ham, que em entrevista recente ao site Gamespot.com surgiu com mais detalhes sobre o que, exatamente, se pode esperar de Brink.

Entre os principais detalhes, o representante da Bethesda falou da possibilidade de se levar o jogo tanto online quanto offline, sem que absolutamente nada seja alterado. Mas essa não é a única característica singular do título. Afinal, quem — excetuando-se os criadores de Final Fantasy, talvez — teria pensado em uma superestrutura ecologicamente correta pairando sobre a Terra?

Um paraíso ecológico dilapidado

A excentricidade do conceito de Brink começa já na história do título, absolutamente ressonante com as preocupações atualmente em voga. No centro de tudo, está o “Ark”, um paraíso ecologicamente correto, construído entre 2005 e 2015. Trata-se de uma estrutura totalmente livre de emissões de carbono que flutua confortavelmente sobre um planeta Terra absolutamente comprometido com percalços ambientais.

Inicialmente, a estrutura experimental era o lar de apenas cinco mil seres humanos sortudos. Entretanto, com o passar dos anos, a Humanidade descobriu que o controverso Algor podia mesmo ser tomado como oráculo: a temperatura no planeta de fato subiu, e (quem diria?) as calotas polares derreteram consideravelmente, diminuindo consideravelmente a porção de terra habitável.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Castlevania: Lords of Shadow


A revitalização de uma lendária franquia não deve permanecer na escuridão.
Desde sua primeira aparição, durante a década de 1980, a série Castlevania vem trazendo uma atmosfera gótica e obscura para o mundo dos games. Trilhas sonoras executadas por órgãos de igrejas e ambientes obscuros e cheios de tensão são apenas alguns dos elementos que ajudaram a franquia se tornar famosa. Mas, é claro que, além disso, os títulos também traziam uma jogabilidade agradável e uma fórmula completamente desafiante.

Logo, Castlevania se tornou um clássico da era 8 e 16 bits. Entretanto, foi na época do saudoso PlayStation que um dos melhores games da franquia surgia: Symphony of the Night. Com isso, a clássica fórmula ficaria marcada para sempre no universo dos games.

Mesmo assim, a Konami, responsável pelo título, arriscou lançar jogos da série em ambientes tridimensionais. Um deles é Castlevania 64, que, apesar de adorado por alguns jogadores, não foi tão grandioso quanto o lendário Symphony. Com este e outros jogos da série que tentaram uma aproximação similar, a desenvolvedora percebeu que criar um Castlevania 3D não seria uma tarefa fácil.

Finalmente, após muito mistério, Castlevania: Lords of Shadow é revelado para as plataformas da atual geração (PlayStation 3 e Xbox 360). Depois de permanecer um bom tempo como teaser no site da produtora do famoso Hideo Kojima — responsável pela série Metal Gear e também envolvido no projeto —, o novo Castlevania começa a mostrar suas promessas.

Recentemente, Dave Cox, produtor da Mercury Steam, a responsável pelo desenvolvimento do título, trouxe várias novidades sobre o game, incluindo o sistema de combates, os chefões e muito mais. Além disso, Cox também comenta a relação de Lords of Shadow com games como God of War III, Uncharted 2: Among Thieves e Prince of Persia. Confira.

sábado, 27 de março de 2010

Formula One 2010


Profundidade em detalhes e os melhores efeitos climáticos desta geração.
Sejamos sinceros: nesta geração, a Fórmula 1 não está com nada nos video games. Bem, pelo menos é isso que muitos andavam pensando por aí. Felizmente, a Codemasters promete salvar os fãs com um game excepcional, que deve trazer muitas inovações para o gênero. Tudo com os direitos oficiais da F1 World Championship, o que deve tornar o game ainda mais atraente para quem é fã do esporte.

Esquentando os pneus

Até o momento, a companhia ainda não exibiu nenhum veículo da temporada de 2010. Entretanto, a promessa é que todos os carros estejam na versão final do game, que deve chegar às lojas daqui a seis meses.

Mesmo sem as carangas oficiais, F1 2010 ficou para trás. O jogo utiliza a engine Ego da Codemasters, que também serviu como motor para jogos como Grid, Colin McRae: Dirt e Dirt 2. Obviamente, diversos aprimoramentos e ajustes foram feitos na engine para que ela se adequasse mais a este tipo de corrida.

Dentre os ajustes, estão detalhes que variam desde a relação do tipo de pneus com a condição das pistas até elementos mais óbvios, como o desgaste natural das borrachas. Além disso, a Codemaster promete trazer o sistema de estado atmosférico mais elaborado da história dos video games, já que o clima tem é extremamente importante neste tipo de corridas.

Os efeitos climáticos certamente são muito impressionantes, mesmo nos estágios primários de desenvolvimento. Dirigir um veículo sob o sol, por exemplo, é uma experiência completamente diferente de quando a chuva está caindo forte. Ou seja, nada de correr loucamente aqui. Você terá de planejar qual equipamento irá utilizar antes de cada corrida.

É claro que, visualmente, isto também será um show — principalmente se optar pela câmera interna. Com a perspectiva do motorista, o jogador tem a chance de conferir efeitos que tornam as corridas ainda mais intensas. Jatos de água jorrando na face do jogador e os sprays molhados lançados pelos pneus dos carros são apenas alguns deles.

Detalhes por toda parte

O nível de detalhes também se estende a outros momentos. No “pit stop”, por exemplo, o jogador notará que sua equipe conta com animações convincentes, seja nas trocas de pneus ou nos reparos convencionais. Além disso, a desenvolvedora promete dar controle total ao jogador no momento em que ele estiver saindo do “pit”. Com isso, será possível sair na velocidade que desejar, algo que pode ajudar os jogadores que dominarem o limite da área.

Fora os visuais, F1 2010 também deve trazer uma jogabilidade agradável. Sem os auxiliares que podem ajudar os jogadores casuais, você poderá desfrutar de corridas repletas de desafios, como todos os fãs da Fórmula 1 esperam. A física também é precisa, trazendo modelagens e elementos que influenciam diretamente na velocidade do carro em questão.

Além disso, o desempenho de seu veículo também será alterado conforme a quantidade de combustível disponível. Nas dificuldades mais intensas, o jogador terá de ajustar o motor e outros detalhes técnicos para aperfeiçoar o consumo do combustível.

F1 2010 tem tudo para ser um excelente jogo para quem é fã deste tipo de corrida. Diversos detalhes técnicos e muita profundidade devem esquentar as pistas nesta geração.